Quarta-feira, 9 de Maio de 2012
Rir é o melhor remédio :)

Se alguém ficar doente
E esquecer a carteira
Se for uma coisa urgente
Vá direto pra lixeira.
{#emotions_dlg.sarcastic}
Não precisa ser audaz
Para logo perceber
De quem não for capaz
Certamente irá morrer.
{#emotions_dlg.bunny}
Os doentes e oprimidos
Que vivem em cada ilha
Para obterem comprimidos
Tem de voltar à cartilha.
{#emotions_dlg.barf}
O estudo não dá pão
Mas neste caso atual
Quem não tiver seu quinhão
Nem pense no hospital.
{#emotions_dlg.dork}
“Saúde um valor sem preço”?!
Isso era antigamente;
Hoje se o dinheiro esqueço
Morro se for coisa urgente.
{#emotions_dlg.amazed}
Mas há sempre um amigo
A quem deitamos a mão
Se nos receita em postigo
Salva-se a vida então.

 {#emotions_dlg.blink}

Digo isto sem temer
Porque sou bem ensinada
Quem quiser sobreviver
Que não se queixe de nada.
{#emotions_dlg.happy}
Se juntarmos o queixume
Às moedas de hoje em dia
Podem crer que são estrume
Prevenir é a mais-valia.
{#emotions_dlg.kiss}


Rosa Silva ("Azoriana")



publicado por Azoriana às 23:16
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Sexta-feira, 13 de Abril de 2012
Canta, canta minha gente!

mar da Serreta

 

Canta, canta minha gente
Porque o canto apazigua
Estou em crer, certamente,
Que por este andar, a lua,
Vai dormir eternamente.
Anda tudo ao deus-dará
Ninguém quer saber de nada
Nem sei o que faço cá
Se já nem estou inspirada
Outro mal então virá
Dar cabo da caminhada.

Canta, canta e canta bem
Nunca deixes de cantar
Todo aquele que cantar tem
O bater do nosso mar
Nas ondas que ao peito vem
Para o amor abraçar.
O amor é uma alegria
Um sorriso esbugalhado
Uma onda de euforia
No corpo enamorado
Um encanto, uma magia
De um verso apaixonado.

Canta, canta o teu talento
Não te deixes adormecer
Tua voz de encontro ao vento
Te fará estremecer
E a ternura do momento
Te dará maior prazer.
E o prazer de uma cantiga
Se ergue de peito aberto
Rendido à gente amiga
Que terás sempre por perto
Seja nova ou antiga
Há no verso amor desperto.

Rosa Silva ("Azoriana")


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publicado por Azoriana às 08:24
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Terça-feira, 24 de Janeiro de 2012
Viemos nús ao nascer e nús havemos de morrer...

A gente bem que não olha
Mas acabamos por ver

Venha o diabo e escolha
O que mais resta fazer.

 

Anda tudo desaurido

Nem pra trás nem para a frente

Portugal está perdido
E perdida está a gente.

 

‘Tou irritada com a nação
E com os seus condutores
Uns comem até mais não
E outros sofrem as dores.

 

Não gosto de falar mal
Nem quero apontar o dedo
Parece-me que Portugal
‘Inda vai nos meter medo.

 

Viemos nús ao nascer
Alguns inté se vestem bem
E nús havemos morrer
Pois por cá nem fica alguém.

 

O primeiro sinal de mudança
É na curva da idade
Deixa-se de ser criança
Quando se conhece a maldade.

 

Mal andamos todos nós
Com manias de perfeição
Bem fizeram nossos avós
Pra nos deixarem um quinhão.

 

Agora perde-se tudo
Não há poupança de nada
Está tudo preso ao canudo
Com a mesa depenada.

 

Rosa Silva



publicado por Azoriana às 13:21
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Sexta-feira, 16 de Dezembro de 2011
CantAndo

Há pessoal na nossa terra
Que começa a criticar

Porque eu inverto a serra
No canto a improvisar.

 

O pico vem ao de cima
Em vez de virar para baixo
É assim a minha rima
Com ela não me rebaixo.

 

Toda a gente tem estilo
Cada qual à sua maneira
Com outros eu nem refilo
Para não sair asneira.

 

Com intuito de me ajudar
Vão dando opiniões
Todo o que não se enganar
Venha dar-me, então, lições.

Sofro muito p’la calada
Com meu peito a escaldar
Mais vale não dizerem nada
P’ra rima não se assustar.

 

O colo é para abraçar
A rima que vem altiva
O coração para amar
Quem gosta que ela viva.

 

Quero que fiquem cientes
Talvez um pouco pela rama
Os que forem inteligentes
Verão que o verso me chama.

 

Se ao contrário está meu juízo,
Temos pena, ninguém se iluda;
A cantar de improviso
Com regras, Deus me acuda!

Rosa Silva


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publicado por Azoriana às 08:03
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Segunda-feira, 12 de Dezembro de 2011
De fio a pavio

 


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publicado por Azoriana às 13:13
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